Como Surgiu o Geração Valente: a História Por Trás do Movimento

Uma missão anunciada antes mesmo de eu nascer
Nasci em São Paulo, em 25 de fevereiro de 1995, num sábado de carnaval. Minha mãe conta que sabia que estava grávida antes mesmo de fazer qualquer exame, e que já sabia que viria um menino chamado Ian. Meu avô paterno, o Irineu, o eterno “Vô Loco”, quando soube que ia ganhar o primeiro neto, pegou um papel e escreveu uma carta pra mim. O título? “O Mensageiro”. Foi a primeira de muitas cartas e declarações que recebi da minha família ao longo da vida, sempre dizendo que eu teria uma missão especial aqui na terra.
Por muito tempo eu ouvi isso e simplesmente ignorei. Pensava: “quem sou eu pra fazer diferença na vida de alguém?” Só que essas palavras ficaram guardadas em algum lugar, esperando o tempo certo pra fazer sentido.
Da vida secular a um convite que eu recusei quatro vezes
Cresci entre São Paulo e Uberlândia, fiz Administração na UFU, tive meu primeiro empreendimento (uma marca de camisetas chamada Word of Faith) e vivia uma rotina bem distante de qualquer coisa espiritual. Numa dessas coincidências que só Deus arma, minha avó fez amizade com uma vizinha chamada Laura, que estudava na mesma faculdade que eu. Ela me chamou pra ir à igreja com ela. Recusei quatro vezes.
Na quinta tentativa, sem mais desculpas, aceitei ir só “pra ficar um pouco”, já que no dia seguinte eu ia viajar pra um festival de música eletrônica. Era 2 de maio de 2015. Cheguei no culto, me sentei lá no fundo, o mais longe possível de todo mundo, e mesmo assim dois rapazes vieram falar comigo: Marlon e Pedro. Hoje o Marlon é pastor, e os dois seguem entre meus melhores amigos até hoje.
Aquele dia mudou tudo. Fui pra célula, me batizei, participei da Conferência Radicais Livres, fiz cursos de maturidade e liderança no Espírito Santo. E aos poucos, as festas foram perdendo o sentido, e o desejo de estar perto de Deus foi ficando cada vez maior. Foi ali que as palavras do meu avô começaram a fazer sentido: eu realmente tinha uma missão pra cumprir.
O treinamento que despertou o livro que já existia dentro de mim
Anos depois, já em 2022, entrei numa formação internacional de uma escola conceituada de inteligência emocional e negócios, em Uberlândia. Foi lá que conheci o Douglas Premasi, que se tornaria meu amigo, mentor e um grande incentivador para que a primeira edição do livro fosse finalizada.
Durante uma das nossas conversas, o Douglas me fez uma pergunta que eu carrego até hoje: “Esse livro é seu ou é de Deus?” Eu já vinha escrevendo havia anos, guardando reflexões, versículos, aprendizados, mas sempre adiando, sempre achando que não era o momento. Respondi pra ele: “o livro é de Deus, eu sou só o coautor.” E ele foi direto: “então você não tem o direito de guardar algo que não é seu.”
Foi esse diálogo que acelerou tudo. O que era um sonho engavetado virou processo, virou compromisso, virou prioridade.
Por que “Geração Valente”?
O nome não veio de um brainstorm de marketing. Veio de uma convicção: vivemos numa geração corrompida pela pressa, pelos prazeres passageiros e pela ausência de Deus, mas dentro dela existe um grupo de pessoas sendo chamadas a mudar suas próprias histórias. Essas pessoas seriam despertadas, reconhecidas por sua identidade em Cristo, dispostas a serem valentes mesmo sem entender tudo o que isso significava ainda.
Essa ideia está ancorada em Apocalipse 3:5, que fala sobre o vencedor sendo reconhecido diante do Pai. Não é sobre performance religiosa. É sobre identidade: saber quem você é em Cristo, mesmo quando o mundo tenta te convencer do contrário.
Um movimento que não parou no livro
O “Geração Valente” nasceu como livro, mas rapidamente ficou claro que era maior do que isso. Hoje, além da obra física, o movimento já gerou o devocional de 21 dias “Antes do Pitch, a Presença”, voltado especificamente para jovens empreendedores que decidem colocar Deus no centro das suas decisões de negócio, não só da vida pessoal.
Faz sentido: se o livro nasceu de uma pergunta sobre a quem pertence a nossa obra, o devocional nasceu da mesma pergunta aplicada aos negócios. A quem pertence a sua empresa, os seus sonhos, os seus números? Se você ainda não sabe a resposta, talvez esse seja o seu ponto de partida também.
E agora, é a sua vez
Se tem uma coisa que aprendi nesses anos é que Deus usa os improváveis. Um jovem tímido, cheio de dúvidas, que recusou quatro convites pra igreja, hoje escreve sobre identidade e propósito pra ajudar outras pessoas a encontrarem a versão que Deus sonhou pra elas. Se Ele fez isso comigo, pode fazer com você.
A pergunta que fica não é mais “de onde veio o Geração Valente”. A pergunta agora é: você já parou pra descobrir qual é a sua real identidade?
Quer continuar essa jornada? Conheça o livro Geração Valente e o devocional Antes do Pitch, a Presença: 21 dias pra colocar Deus no centro dos seus sonhos e decisões.
